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12 de outubro de 2016

Cabaço Senior



 Na sociedade em que vivemos a população Sénior representa uma grande fatia do "bolo" e todos nós sabemos que a probabilidade de haver um cabaço aumenta significativamente quando envolve muita gente.
 O cabaço sénior não é um espécime assim tão difícil de avistar. Facilmente reconhecido na fase perversa, não se contendo em pensamentos, consegue expressar todos os seus fetiches por concretizar através de um leque de piadas directamente tiradas da braguilha.
Talvez com as novas leis contra o assedio parem mas muito provavelmente passarão para a fase do cabaço sénior forreta devido às coimas e vão ser daqueles que preferem beber o café sem açúcar só para ficarem com o pacote. É normal que com tanto espírito de sacrifício  passem à fase "resmungão".
 Os mais complicados de aturar devido à sua ganancia pela razão e pelo respeito.
 Não ter razão é algo que nem se coloca em questão e a tua opinião para eles irá ser sempre uma piada para os seus ouvidos porque como a nossa geração não foi criada à base de porrada a nosso opinião não conta.
 Um dia também eu faço parte da classe sénior e espero que a minha memoria mantenha intacta, assim como a minha reforma, para gozar a minha vida sossegado  (e longe desses miúdos desenvergonhados... estavam bem é com duas berlaitadas nos queixo para saberem o que é que custa a vida!).

29 de setembro de 2016

"Nunca se sabe"



Então e eu? Quem sou eu?

É uma boa pergunta que se ainda não surgiu, certamente vai acabar por surgir. Digamos que ainda não me sinto à vontade para este passo...
O que vocês precisam de saber é que não sou apenas eu, somos uns quantos parvos que devido ao uso excessivo da palavra "cabaço" fez com que este belo e poético termo estivesse presente em muitos momentos épicos.
Nunca se sabe... não vá eu um dia descansadinho a passear na minha avestruz pela rua Augusta e levar com uma "Poképiça" qualquer por ser confundido com um "Duoduo"  e acordar numa daquelas naves com seres alienígenas que, segundo os testemunhos dos "Alien-men's" do National Geographic, estão sempre nus e violam as pessoas até perderem a memoria!
Ao menos agora sei que posso estar tranquilo que se isso acontecer este rabinho pode repousar enquanto relembro esta cabacisse de todo o tamanho.

28 de setembro de 2016

Deixem me explicar...


                                     

Um pouco de erudição nunca fez mal a ninguém…

No Alentejo, “cabaço” ou “cabaça” é a casca de um tipo de abóbora que, depois de retirado o interior e devidamente seca, serve para transportar líquidos. No calão alentejano também se refere a alguém com pouco miolo: “O gaiato é um cabacito”…
Mas, se baixarmos o nível, o interesse aumenta…
No Brasil, “cabaço” é o termo utilizado para referir um infeliz que nunca tenha “afogado o ganso” e também usado para referir, entre a rapaziada, o hímen feminino, do género: “Ei cára, viu aquela moça ontem aí com eu?! Fui lhi tjirá o cabacinho!”…
Mas aqui não (!), por isso vamos lá esquecer a vertente badalhoca do termo/palavra. Aqui “Cabaço” é alguém que tenha um comportamento de tal modo parvo e sem nexo, quase surreal, que normalmente origina momentos hilariantes e dos quais nunca ninguém se esquece. Ou seja, é alguém que tenha um vaipe momentâneo/espontâneo, ou então que tenha a cabeça mais vazia que um prédio abandonado, ou mais cheia que um dia de arraial…
Todos temos um cabacinho algures dentro de nós à espera de uma oportunidade. Agora já existe um cantinho onde tudo pode ficar registado…