12 de outubro de 2016

Cabaço Senior



 Na sociedade em que vivemos a população Sénior representa uma grande fatia do "bolo" e todos nós sabemos que a probabilidade de haver um cabaço aumenta significativamente quando envolve muita gente.
 O cabaço sénior não é um espécime assim tão difícil de avistar. Facilmente reconhecido na fase perversa, não se contendo em pensamentos, consegue expressar todos os seus fetiches por concretizar através de um leque de piadas directamente tiradas da braguilha.
Talvez com as novas leis contra o assedio parem mas muito provavelmente passarão para a fase do cabaço sénior forreta devido às coimas e vão ser daqueles que preferem beber o café sem açúcar só para ficarem com o pacote. É normal que com tanto espírito de sacrifício  passem à fase "resmungão".
 Os mais complicados de aturar devido à sua ganancia pela razão e pelo respeito.
 Não ter razão é algo que nem se coloca em questão e a tua opinião para eles irá ser sempre uma piada para os seus ouvidos porque como a nossa geração não foi criada à base de porrada a nosso opinião não conta.
 Um dia também eu faço parte da classe sénior e espero que a minha memoria mantenha intacta, assim como a minha reforma, para gozar a minha vida sossegado  (e longe desses miúdos desenvergonhados... estavam bem é com duas berlaitadas nos queixo para saberem o que é que custa a vida!).

3 de outubro de 2016

É a terceira lei de Newton


 Há cabaços e cabaços. Hoje vou falar sobre o "Cabaço Alcoólico".
 Personagem principal de muitas noites, atraiçoado pelo álcool, leva a que algumas noites sejam recordadas durante muito tempo!
 Álcool que de "cool" não tem nada. Essa substância maléfica trazida das trevas para manipular qualquer um dos mortais e levá-los a fazer as maiores cabacisses. É impressionante como alguns copos cheios dessa poção de magia negra nos leva a fazer coisas, que nós como seres inteligentes que somos, chamamos de "momentos de diversão".
 "Toda a ação tem uma reação." - Por acaso é a terceira lei de Newton mas podia muito bem ser a definição de "Ressaca".
 Ressaca essa que  os cabaços suportam com todo o prazer na companhia da sua garrafinha de água de meio litro nas 24 horas seguintes, a fiel companheira que os ajuda a hidratar as cordas vocais enquanto se vangloriam da longa jornada de finos e safari-cola consumida na noite anterior sem vomitar uma única gota. Heróico de facto!
 Quando vomitam, os que se lembram, queixam se sempre daquele maldito alimento ingerido a meio da noite e que, ensopado nos três litros de cerveja que já lá estavam, estranhamente fez com vomitassem... Mas mesmo no meio daquele sentimento de derrota pessoal e humilhação encontram forças e tomam outro rumo: - "Para a próxima não bebo vodka nenhuma! Vai ser só emborcar finos...".
 A vida é mesmo assim, é como tentar enganar um gorila mandando cascas de amendoins para a sua jaula... sabes que existe uma enorme probabilidade que o gorila se passe, defeque para mão e atire a bela da pôia bem para meio da tua cara.
 Nos dois exemplos sabem que vai haver merda pelo meio mas um cabaço aguenta sempre.
                                             

29 de setembro de 2016

"Nunca se sabe"



Então e eu? Quem sou eu?

É uma boa pergunta que se ainda não surgiu, certamente vai acabar por surgir. Digamos que ainda não me sinto à vontade para este passo...
O que vocês precisam de saber é que não sou apenas eu, somos uns quantos parvos que devido ao uso excessivo da palavra "cabaço" fez com que este belo e poético termo estivesse presente em muitos momentos épicos.
Nunca se sabe... não vá eu um dia descansadinho a passear na minha avestruz pela rua Augusta e levar com uma "Poképiça" qualquer por ser confundido com um "Duoduo"  e acordar numa daquelas naves com seres alienígenas que, segundo os testemunhos dos "Alien-men's" do National Geographic, estão sempre nus e violam as pessoas até perderem a memoria!
Ao menos agora sei que posso estar tranquilo que se isso acontecer este rabinho pode repousar enquanto relembro esta cabacisse de todo o tamanho.

28 de setembro de 2016

Deixem me explicar...


                                     

Um pouco de erudição nunca fez mal a ninguém…

No Alentejo, “cabaço” ou “cabaça” é a casca de um tipo de abóbora que, depois de retirado o interior e devidamente seca, serve para transportar líquidos. No calão alentejano também se refere a alguém com pouco miolo: “O gaiato é um cabacito”…
Mas, se baixarmos o nível, o interesse aumenta…
No Brasil, “cabaço” é o termo utilizado para referir um infeliz que nunca tenha “afogado o ganso” e também usado para referir, entre a rapaziada, o hímen feminino, do género: “Ei cára, viu aquela moça ontem aí com eu?! Fui lhi tjirá o cabacinho!”…
Mas aqui não (!), por isso vamos lá esquecer a vertente badalhoca do termo/palavra. Aqui “Cabaço” é alguém que tenha um comportamento de tal modo parvo e sem nexo, quase surreal, que normalmente origina momentos hilariantes e dos quais nunca ninguém se esquece. Ou seja, é alguém que tenha um vaipe momentâneo/espontâneo, ou então que tenha a cabeça mais vazia que um prédio abandonado, ou mais cheia que um dia de arraial…
Todos temos um cabacinho algures dentro de nós à espera de uma oportunidade. Agora já existe um cantinho onde tudo pode ficar registado…